segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Xenofobia na UFES

A UFES recebe anualmente dezenas de estudantes intercambistas, vindo de países da África em especial. Moçambicanos, Angolanos, Congoleses, enfim, uma série de nacionalidades que só enriquecem cultural e academicamente nossa universidade.

Há infelizmente muita discriminação por parte da comunidade acadêmica. Quando chega um intercambista europeu, por exemplo, o tratamento é bastante diferenciado. Preconceito contra estrangeiros do hemisfério sul, de países subdesenvolvidos, é algo que o brasileiro sofre na pele. Mas ainda assim há uns com complexo de superioridade (uma quase eugenia) frente a nossos irmãos da mãe África, que além da xenofobia sofrem com o racismo à brasileira (aquele, tão silencioso quanto doloroso).

Acontece que ultimamente, além do duro preconceito cotidiano, estudantes intercambistas estão sofrendo preconceito institucional. Tudo por conta da suspensão de todos os auxílios de assistência estudantil que antes tinham.

Alega a nossa universidade que estrangeiros não podem ser beneficiados pois não há previsão para tanto. E que benefícios para estrangeiros devem ter rubrica específica.

Além de inconstitucional, essa decisão discriminatória fere com o próprio convênio firmado entre o governo brasileiro e os paises de origem de cada estudante intercambista. Lá é dito claramente: Serão integrados enquanto estudantes plenos da UFES, sem distinção com os demais.

Tem estudante tendo que trabalhar mais de 8h por dia, abandonando república e morando de favor, gente sem grana pra pagar os R$30 do cartão do RU. Tudo por conta de um ato discriminatório do nosso amigo Reitor, aparentemente com o aval do MEC.

Partindo disso, propomos que estudantes intercambistas se organizem, pleiteando, junto ao DCE (que os representa também!) mudança de postura por parte da reitoria. Só com pressão política estudantil situações como essa podem ser revertidas.

Nossa chapa é a primeira a ter como membro um estudante intercambista vindo do Congo. Esperamos que com isso, haja mais participação dos mesmos no Movimento Estudantil. Ao contrário do que dizem algumas autoridades desavisadas, não há impedimento nenhum na participação política por parte de estrangeiros no Brasil, com exceção da política partidária.

Dias 25 e 26 votem CHAPA 6 CIRANDA e construam essa CIRANDA dia-a-dia com a gente!

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